A jornada de trabalho das mulheres, sobretudo das mães, não termina quando acaba o expediente. O trabalho continua em casa, no cuidado com filhos e nas tarefas domésticas. Essa sobrecarga afeta a autonomia das mulheres e suas possibilidades de escolha.
Quando quase todo o tempo está ocupado pelo trabalho e pelo cuidado, o que sobra para as mulheres? Cansaço, falta de tempo para estudar, descansar, cuidar da saúde e até para participar da vida pública. Sobra a impossibilidade de escolher como viver o próprio tempo. É assim que desigualdades se aprofundam e se naturalizam, condenando muitas mulheres à pobreza.
Enfrentar a jornada 6×1 também significa enfrentar a falta de tempo na vida das mulheres. Significa reconhecer que o desenvolvimento precisa considerar não apenas indicadores econômicos, mas a possibilidade real de viver com dignidade.
Por isso é fundamental que todos e todas se engajem na luta pelo fim da jornada 6×1! Pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial! Vamos em frente, a luta continua!






