Sindicato cobra apuração de acidente detrabalho que levou a óbito o companheiro Rocha
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A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7385, que segue em julgamento no Supremo Tribunal Federal, tornou-se um dos pontos centrais da disputa em torno da privatização da Eletrobras — hoje rebatizada como Axia Energia. O processo questiona o limite de 10% do poder de voto imposto a qualquer acionista, inclusive à União, apesar de o governo deter cerca de 43% das ações ordinárias. Em um cenário que combina forte impacto sobre a soberania energética, debates jurídicos complexos e interesses do mercado, Wellington Diniz — secretário de Assuntos Jurídicos da FNU — elaborou uma análise detalhada da situação atual, explicando o andamento do julgamento, o conteúdo do acordo firmado entre União e empresa, o placar no STF e as implicações políticas e institucionais desse processo. A seguir, publicamos na íntegra sua avaliação técnica e política. RESUMO – SITUAÇÃO ATUAL DO JULGAMENTO DA ADI 7385 NO STF (atualizado em 05/12/2025) A Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI 7385, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), discute pontos centrais da lei que permitiu a privatização da Eletrobras (hoje Axia Energia). Em especial, questiona o dispositivo da Lei 14.182/2021 que limitou o poder de voto de qualquer acionista – inclusive da própria União – a 10%, embora o governo detenha cerca de 43% das ações ordinárias da companhia. 1. Como chegamos até aqui A ADI foi proposta em 2023 pela Advocacia-Geral da União (AGU), em nome do governo federal, sustentando que essa limitação do voto da União é inconstitucional. O relator, ministro Kássio Nunes Marques, encaminhou o caso à Câmara de Conciliação da AGU, o que levou a várias prorrogações de prazo ao longo de 2023 e 2024 para tentativa de acordo entre União e Eletrobras. 2. O acordo União–Axia (Eletrobras) levado ao STF Em 26 de março de 2025, governo e empresa firmaram um Termo de Conciliação, depois aprovado em Assembleia Geral Extraordinária de acionistas em 29/04/2025. Esse termo é o que está sendo analisado agora pelo STF dentro da ADI 7385. De forma resumida, segundo a imprensa especializada em energia e infraestrutura, o acordo prevê: • Governança da Axia/Eletrobras Na prática, o acordo não devolve o controle da empresa ao Estado nem o voto proporcional aos 43% de ações da União; ele aumenta a presença do governo na governança, ao mesmo tempo em que alivia obrigações da empresa na área nuclear. 3. O que o STF está julgando agora Desde o fim de novembro, o STF passou a analisar se homologa ou não esse acordo dentro da ADI 7385: Placar atual: 5 x 4 A favor da homologação integral: Pela homologação parcial: O ministro Luiz Fux não estava presente e o julgamento foi suspenso, devendo ser retomado em 11 de dezembro de 2025. Ou seja, não há decisão final. O STF avalia: 4. Como a imprensa especializada e o movimento sindical estão lendo esse cenário A imprensa especializada em energia destaca que o acordo: A imprensa econômica ressalta que: Para entidades e especialistas do setor elétrico, o acordo é insuficiente e até lesivo ao interesse público, pois: FNU, CNE, e sindicatos Amicus Curiae defendem que o STF julgue o mérito da ADI 7385 e reconheça a inconstitucionalidade do limite de 10%. Em resumo, para os(as) associados(as): O STF discute homologar o acordo União–Axia, que: Placar parcial: 5 x 4 pela homologação integral.Retomada: 11/12/2025. Entidades sindicais criticam o acordo por não recuperar o poder de voto da União nem reverter a privatização, alertando para impactos na soberania energética, investimentos e condições de trabalho. O Sindicato dos Urbanitários do Maranhão seguirá acompanhando o julgamento, em diálogo permanente com CNE, FNU, CNU e demais organizações, e manterá a categoria informada sobre qualquer mudança relevante no andamento da ADI 7385 e nas lutas pela recuperação do controle público do setor elétrico. WELLINGTON DINIZ ADVOGADODIRETOR JURÍDICO DO STIUMASECRETÁRIO DE ASSUNTOS JURÍDICOS DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS URBANITÁRIOS – FNU
O Sindicato dos Urbanitários do Pará informa que a assembleia previamente marcada para esta quinta-feira, 4 de dezembro, foi transferida para sexta-feira, 5 de dezembro, no início do expediente, nos locais de trabalho. A alteração se deu devido a imprevistos de última hora. Reunião entre Sindicato e Cosanpa (02/12) Na última terça-feira, 2 de dezembro, representantes do Sindicato dos Urbanitários do Pará reuniram-se com a direção da Cosanpa para tratar de temas importantes para a categoria, como: Resultado será apresentado à categoria Todo o conteúdo discutido na reunião será socializado com os trabalhadores e trabalhadoras durante as assembleias desta sexta-feira, 5 de dezembro, nos locais de trabalho, em Belém e nas regionais. A reunião foi solicitada pelo Sindicato diante da falta de transparência e da ausência de definições claras sobre assuntos que impactam diretamente a vida profissional da categoria. Participe! A presença de todos/as é fundamental para o fortalecimento da luta coletiva.
Assembleia será realizada nesta sexta-feira, 5 de dezembro Read More »
Em meio à alta dos casos de feminicídios, tanto tentados quanto consumados, o Movimento Nacional Mulheres Vivas convoca manifestação para este final de semana. Em Belém, a manifestação está marcada para o sábado, 6, às 8h, no Boulevard da Gastronomia, na avenida Boulevard Castilho França, bairro da Campina. Participe! Objetivo da mobilização O objetivo é unificar o país em uma denúncia coletiva sobre a violência que atinge todas as mulheres, dar visibilidade às vítimas, exigir respostas do Estado e marcar que não se pode aceitar mais retrocessos.É uma ação coordenada, nacional, com foco no enfrentamento à violência e na cobrança por políticas públicas efetivas. Caso recente que gerou comoção O caso que mais chamou atenção na última semana foi uma tentativa de feminicídio.Tainara Souza Santos, de 30 anos, foi arrastada por um carro na Marginal Tietê, zona norte de São Paulo, no último sábado, 29. Ela teve as duas pernas amputadas e está internada em estado grave. O agressor é Douglas Alves da Silva, de 26 anos, com quem Tainara manteve um relacionamento. Ele está preso e é alvo de um inquérito policial. Dados alarmantes De acordo com dados do Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgados em junho pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 1.459 casos de feminicídios em 2024, o maior número da série histórica — média de 4 mulheres mortas por dia. A importância da mobilização Esse cenário reforça a necessidade urgente de combater o problema e incentivar ações de conscientização voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Mulheres vivas! Mobilização neste sábado, 6, em Belém Read More »
O Sindicato dos Urbanitários do Pará participou, no dia 28 de novembro, da Etapa Estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT). O evento aconteceu no Sindicato dos Bancários do Pará, em Belém, e debateu os desafios, avanços e prioridades do mundo do trabalho no estado. Debates e eixos discutidos As discussões abordaram temas como transformações tecnológicas e digitais, emprego, trabalho decente e transição justa. Ao final, foram aprovadas 12 propostas que integrarão o documento da etapa nacional. Os debates tiveram como base o Diagnóstico do Trabalho Decente do Pará, que aponta avanços na formalização e desafios persistentes, como informalidade, desigualdades regionais e dificuldades de inserção de jovens e mulheres no mercado. Representação dos Urbanitários A dirigente sindical Anatólia Costa foi a representante dos Urbanitários na II CNT. As propostas aprovadas serão encaminhadas para a etapa nacional, prevista para acontecer em março de 2026, em São Paulo.
Urbanitários do Pará participam da II Conferência Nacional do Trabalho Read More »
O projeto de lei 1791/2019 foi aprovado nesta terça-feira, 2 de dezembro, de forma unânime pelos senadores, em sessão plenária. O PL 1791/19 segue agora para sanção presidencial. O Sindicato dos Urbanitários do Pará, via a Federação Nacional dos Urbanitários, integra a mobilização pela realocação em outras empresas públicas desses profissionais, injustiçados pelo processo de privatização da Eletrobras/Eletronorte. O que prevê o projeto A proposta aprovada altera a Lei nº 12.783/2013, possibilitando o aproveitamento de empregados das empresas públicas do setor elétrico federal desestatizadas pelo Programa Nacional de Desestatização. Esses trabalhadores poderão ser aproveitados em outras empresas públicas ou sociedades de economia mista. O aproveitamento garante a manutenção dos empregos com atribuições e salários compatíveis. Histórico de tramitação O PL 1791/19 já havia tramitado na Comissão de Assuntos Sociais em 2014 e também foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal no dia 26 de novembro deste ano, além de ter sido objeto de sessão especial na Comissão de Direitos Humanos daquela Casa de Leis também em 2024. Posicionamento do Sindicato “Essa provação é uma questão de justiça social, segurança jurídica e eficiência administrativa. São trabalhadores altamente qualificados e injustiçados no processo de privatização. Foram dispensados sem justa causa, mas foram aprovados em concurso público e possuem um capital técnico valioso”, comemora o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, Pedro Blois. Contexto da privatização A Eletrobras, maior empresa de energia da América Latina, foi privatizada em julho de 2022 por iniciativa do governo Bolsonaro. Desde então, ocorreram milhares de demissões nas empresas do grupo Eletrobras.
Enquanto o governador Helder Barbalho posa de defensor da floresta em pé, o pai dele, senador Jader Barbalho, vota a favor do desmonte das leis ambientais. Ontem, 27/11/25, dois senadores do Pará votaram pela devastação do meio ambiente, da Amazônia, a favor de garimpos em territórios de preservação, dispensa e simplificação do licenciamento ambiental. Eles disseram sim à derrubada de vetos de Lula à itens da Lei do Licenciamento Ambiental. Essa votação é uma vergonha, um retrocesso para o País, seis dias depois do fim da COP30, ferindo acordos selados na Conferência do Clima, dos quais o Brasil é signatário. Esses parlamentares, principalmente do Pará (Amazônia), como os senadores Zequinha Marinho (Podemos) e Jader Barbalho (MDB) e os deputados federais: votaram contra o Brasil pela flexibilizando das regras ambientais, permitindo por exemplo que cerca de 90% dos licenciamentos estaduais sejam feitos automaticamente via o autolicenciamento, Licença por Adesão e Compromisso (LAC).
Votaram pelo desmonte das regras ambientais no Brasil Read More »
O Sindicato dos Urbanitários do Pará repudia a irresponsabilidade da empreiteira Dínamo e da concessionária de energia Equatorial Celpa, contratante da Dínamo, em relação à vida dos trabalhadores/as do setor elétrico no Pará. O acidente ocorrido ontem, 27/11/25, em Ananindeua, ferindo gravemente dois companheiros da Dínamo, que trabalha a serviço da Equatorial, expõe a cruel e desumana realidade desses trabalhadores terceirizados. O acidente aconteceu porque quebrou, rompeu o suporte do cesto aéreo do caminhão munk, jogando ao chão dois trabalhadores que faziam manutenção na rede de alta tensão na avenida Hélio Gueiros, em Ananindeua. Não precisa ser especialista para constatar que o equipamento quebrado e que causou o grave acidente resulta de falta de manutenção no caminhão, desrespeito à vida dos trabalhadores. O Sindicato dos Urbanitários do Pará está acompanhando esse grave acidente ocorrido nesta quinta-feira, 27, com trabalhadores dessa empreiteira da Equatorial, que contrata, paga mas não fiscaliza e nem exige o cumprimento de normas de segurança e de direitos dos trabalhadores, mesmo sendo responsável e detentora da concessão do serviço de distribuição de energia elétrica no Pará. Após denúncia do Sindicato dos Urbanitários do Pará, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) abriram procedimentos para apurar este trágico acidente envolvendo dois pais de família.
Empreiteira Dínamo e Equatorial Pará devem responder pelo grave acidente em Ananindeua Read More »
É importante que você, trabalhador/a da Cosanpa que está diante de uma possível transferência, não assine nenhum documento imposto pela empresa referente a esse pedido.Trata-se de uma manobra para que a empresa deixe de assumir sua responsabilidade sobre o processo de transferência e, assim, evite pagar os direitos trabalhistas relacionados à mudança de domicílio. Não se trata de um desejo do trabalhador/a ser transferido. É uma imposição que caracteriza assédio moral, consequência direta do processo de privatização e que ignora completamente a realidade dos trabalhadores/as. Vale reforçar que há garantia de emprego prevista na Cláusula 26ª do Acordo Coletivo, válida até 30 de abril de 2027. Cosanpa pós-privatização: incertezas, dúvidas e desinformações sobre o futuro marcam o dia a dia dos trabalhadores Adoecimento, insegurança e falta de informações têm marcado o cotidiano dos trabalhadores da Cosanpa. Privatizada pelo governo Helder em abril de 2025, a empresa não planejou adequadamente a transição e vem ignorando a situação real da categoria. Não é simples, rápido ou sem custo transferir centenas de trabalhadores/as para a Região Metropolitana (Belém, Ananindeua e Marituba).A Cosanpa desconsidera realidades e histórias distintas, experiências e vivências de pessoas e suas famílias. Emitir um comunicado dando prazo de apenas 20 dias para uma família de Afuá, Portel, Conceição do Araguaia ou São Félix do Xingu se mudar para Belém, Ananindeua ou Marituba é desumano e irresponsável. O ACT vigente garante direitos que precisam ser cumpridos, como o Auxílio Moradia em Razão de Lotação ou Transferência, previsto na Cláusula 13ª: “A Cosanpa pagará a seus empregados efetivos, quando os mesmos forem lotados e/ou transferidos pela empresa para outras localidades diferentes daquela prevista em contrato.” Esse auxílio é de 30% do salário, justamente para custear despesas da mudança de domicílio. Sindicatos e Cosanpa reúnem nesta terça-feira, 2/12 Devido à falta de transparência e de definições sobre o futuro profissional dos trabalhadores/as, o Sindicato solicitou reuniões e negociações com a direção da Cosanpa. Haverá uma reunião no dia 2 de dezembro, às 17h, para tratar de diversos pontos ainda obscuros, como: Após nossa pressão, a Cosanpa emitiu um comunicado no dia 25/11, mas já impondo transferências em dezembro e janeiro.A assembleia (“banho de sol”) será realizada na quinta-feira, 4/12.Fique atento e participe! Projeto de Lei é iniciativa dos Sindicatos (Urbanitários e Engenheiros) Antes mesmo da aprovação da privatização, os Sindicatos já dialogavam com deputados sobre a necessidade de garantir o emprego dos trabalhadores/as efetivos/as. A proposta do Projeto de Lei de reaproveitamento desses trabalhadores/as é iniciativa das entidades sindicais, que realizaram mobilizações na Casa Civil, reuniões com deputados e também com o chefe da Casa Civil, Luiziel Guedes.Essa luta é da categoria! No entanto, a Cosanpa afirma em seu comunicado que o projeto está em tramitação e seria de iniciativa da própria Companhia, o que não condiz com os princípios de transparência, respeito e responsabilidade.
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