📌 A discussão sobre a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1 ganhou força no Brasil em meio à realidade enfrentada pela maioria dos trabalhadores e trabalhadoras do país.
Hoje, 64% dos trabalhadores formais trabalham mais de 40 horas por semana e cerca de 20 milhões de pessoas chegam a jornadas acima de 44 horas semanais, segundo pesquisas.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da jornada de trabalho no país deve ser votada na semana que vem na Câmara dos Deputados.
O parecer sobre a proposta, porém, foi adiado após pressão de deputados da extrema direita e agora deve ser apresentado na segunda-feira, 25 de maio.
O que é jornada de trabalho
Jornada de trabalho é o período em que o trabalhador fica à disposição do empregador para exercer suas atividades.
Atualmente, a Constituição Federal estabelece limite de 44 horas semanais, geralmente distribuídas na escala 6×1, ou seja, seis dias de trabalho para um de descanso.
Apesar disso, a realidade da maioria da classe trabalhadora brasileira é de jornadas longas e desgastantes.
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que 64% dos trabalhadores formais têm jornada superior a 40 horas semanais.
Já 75% dos trabalhadores celetistas trabalham mais de 40 horas por semana.
Segundo o Dieese, a maioria absoluta dos trabalhadores brasileiros atua entre 40 e 44 horas semanais.
Além disso, cerca de 20 milhões de pessoas trabalham acima desse limite, chegando a jornadas entre 45 e 48 horas ou mais.
Redução de jornada não significa queda de produtividade. A CUT defende que os ganhos tecnológicos e o aumento da produtividade precisam ser compartilhados com os trabalhadores.
Vida além do trabalho
Entre os principais argumentos em defesa da redução da jornada está a melhoria da qualidade de vida.
Com menos horas de trabalho, os trabalhadores passam a ter mais tempo para descanso, convivência familiar, estudo, lazer e cuidados com a saúde física e mental.






