Maioria dos pequenos negócios afirma que fim da escala 6×1 não prejudicará empresas

Levantamento mostra que 62% dos responsáveis por pequenos negócios não esperam efeitos negativos com a mudança; resultado reforça debate sobre redução da jornada

A maioria dos responsáveis por pequenos negócios no Brasil não acredita que o fim da escala 6×1 terá impacto negativo sobre suas empresas. De acordo com o levantamento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 51% dos entrevistados afirmam que a mudança não trará impacto para seus negócios. Outros 11% avaliam que a alteração poderá ter efeito positivo.

No dia 14 de agosto, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou o encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. A decisão veio após o encontro do presidente do Lula com Alcolumbre e a pressão de trabalhadores e trabalhadoras nas ruas e nas redes sociais para que os senadores votassem a proposta que acaba com o fim da escala 6×1.

A pesquisa foi realizada entre 19 de fevereiro e 18 de março deste ano com empresas de pequeno porte, microempresas e microempreendedores individuais. A margem de erro é de 1,1 ponto percentual em relação ao universo dos pequenos negócios no país, com intervalo de confiança de 95%.

Somados, os dois grupos representam 62% dos entrevistados que não veem prejuízo com o fim da escala 6×1. Outros 27% estimam impacto negativo e 11% não souberam responder.

O resultado mostra uma mudança em relação ao levantamento realizado pelo Sebrae em 2024. Naquele ano, 47% afirmavam que o fim da 6×1 não teria impacto sobre suas empresas, 9% avaliavam a possibilidade de efeito positivo e 32% projetavam impacto negativo. Houve, portanto, aumento da parcela que não identifica prejuízos ou vê possibilidades positivas na mudança.

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