É importante que você, trabalhador/a da Cosanpa que está diante de uma possível transferência, não assine nenhum documento imposto pela empresa referente a esse pedido.
Trata-se de uma manobra para que a empresa deixe de assumir sua responsabilidade sobre o processo de transferência e, assim, evite pagar os direitos trabalhistas relacionados à mudança de domicílio.
Não se trata de um desejo do trabalhador/a ser transferido. É uma imposição que caracteriza assédio moral, consequência direta do processo de privatização e que ignora completamente a realidade dos trabalhadores/as.
Vale reforçar que há garantia de emprego prevista na Cláusula 26ª do Acordo Coletivo, válida até 30 de abril de 2027.
Cosanpa pós-privatização: incertezas, dúvidas e desinformações sobre o futuro marcam o dia a dia dos trabalhadores
Adoecimento, insegurança e falta de informações têm marcado o cotidiano dos trabalhadores da Cosanpa. Privatizada pelo governo Helder em abril de 2025, a empresa não planejou adequadamente a transição e vem ignorando a situação real da categoria.
Não é simples, rápido ou sem custo transferir centenas de trabalhadores/as para a Região Metropolitana (Belém, Ananindeua e Marituba).
A Cosanpa desconsidera realidades e histórias distintas, experiências e vivências de pessoas e suas famílias.
Emitir um comunicado dando prazo de apenas 20 dias para uma família de Afuá, Portel, Conceição do Araguaia ou São Félix do Xingu se mudar para Belém, Ananindeua ou Marituba é desumano e irresponsável.
O ACT vigente garante direitos que precisam ser cumpridos, como o Auxílio Moradia em Razão de Lotação ou Transferência, previsto na Cláusula 13ª:
“A Cosanpa pagará a seus empregados efetivos, quando os mesmos forem lotados e/ou transferidos pela empresa para outras localidades diferentes daquela prevista em contrato.”
Esse auxílio é de 30% do salário, justamente para custear despesas da mudança de domicílio.
Sindicatos e Cosanpa reúnem nesta terça-feira, 2/12
Devido à falta de transparência e de definições sobre o futuro profissional dos trabalhadores/as, o Sindicato solicitou reuniões e negociações com a direção da Cosanpa.
Haverá uma reunião no dia 2 de dezembro, às 17h, para tratar de diversos pontos ainda obscuros, como:
- situação dos trabalhadores que serão transferidos,
- garantias relativas à mudança de domicílio,
- situação dos aposentados,
- e problemas no meio ambiente de trabalho.
Após nossa pressão, a Cosanpa emitiu um comunicado no dia 25/11, mas já impondo transferências em dezembro e janeiro.
A assembleia (“banho de sol”) será realizada na quinta-feira, 4/12.
Fique atento e participe!
Projeto de Lei é iniciativa dos Sindicatos (Urbanitários e Engenheiros)
Antes mesmo da aprovação da privatização, os Sindicatos já dialogavam com deputados sobre a necessidade de garantir o emprego dos trabalhadores/as efetivos/as.
A proposta do Projeto de Lei de reaproveitamento desses trabalhadores/as é iniciativa das entidades sindicais, que realizaram mobilizações na Casa Civil, reuniões com deputados e também com o chefe da Casa Civil, Luiziel Guedes.
Essa luta é da categoria!
No entanto, a Cosanpa afirma em seu comunicado que o projeto está em tramitação e seria de iniciativa da própria Companhia, o que não condiz com os princípios de transparência, respeito e responsabilidade.







