Trabalhador denuncia assédio moral e cárcere privado em Santarém
Um trabalhador do setor comercial da Cosanpa em Santarém registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) denunciando ter sido vítima de assédio moral e cárcere privado dentro das dependências da empresa. Ele conta que os atos foram praticados pelo coordenador comercial depois que o trabalhador se contrapôs a determinações de mudanças na condução dos serviços da forma como o coordenador queria.
Uma cópia do B.O. foi enviada ao Sindicato dos Urbanitários, que a encaminhou à assessoria jurídica para dar apoio ao trabalhador e tomar as demais medidas cabíveis. Segundo o relato da vítima, o coordenador foi até a sua sala e lhe solicitou mudanças na condução dos trabalhos e, observando que os procedimentos não constam nas normas da Cosanpa, o trabalhador pediu que as alterações fossem requisitadas por meio de ofício para que ele pudesse ficar respaldado.
Algumas horas depois, por volta do horário do almoço, o coordenador retornou à sala, trancou a porta e começou a ameaçá-lo com punições como transferência e até demissão por ele ter se recusado a realizar as mudanças sem uma solicitação documentada.
Sentindo-se coagido, inclusive com o direito de ir e vir restringido ao ter a porta trancada, o trabalhador, assim que o coordenador saiu da sala, foi à seccional de polícia e registrou o B.O.
Além de prestar apoio e assessoria ao trabalhador na esfera criminal, o Sindicato oficializou a empresa para que tome as devidas providências abrindo um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o coordenador assediador.
Mais um caso de assédio moral em Santarém
A coordenadora administrativa da Cosanpa em Santarém resolveu cobrar o atestado médico de um trabalhador de Óbidos, internado na UTI do hospital da Unimed em Santarém, recuperando-se de um AVC. Demonstrando, no mínimo, falta de sensibilidade e empatia com o estado do trabalhador e sua família, a gestora passou a ligar constatemente para a esposa dele exigindo o atestado, ameaçando que ele iria ficar sem salário ou mesmo poderia ser demitido caso o documento não fosse enviado.
A cobrança insistente e incômoda foi reiterada pelo supervisor da unidade de Óbidos que também ficava ligando para a esposa do trabalhador solicitando o atestado. A situação demonstra incompetência dos dois gestores em lidar com a situação delicada que a família está passando. A pressão sobre uma pessoa que está lutando pela vida numa UTI é desnecessária.
Por outro lado, a mesma preocupação exagerada da coordenadora com a emissão do documento não é vista em relação às áreas da Cosanpa em Santarém que estão abandonadas, com mato nas alturas e sem iluminação, condições que colocam em risco a vida dos trabalhadores que precisam desempenhar suas atividades em locais mais distantes sem qualquer segurança.
Já em Óbidos, segundo informações chegadas ao Sindicato, uma estagiaria contratada por meio da Serviperd é quem está dando as ordens, inclusive manda até no supervisor. Será que a diretoria da Cosanpa está sabendo disso e que providências adotará contra tanta incompetência junta?







